Sinais da crise – capítulo 3

Regras existem para ser quebradas”. Essa frase fica interessantíssima nas falas de um vilão ou de um super-herói das telas de cinema. Na sociedade, quebrar regras significa estabelecer conflitos. Sem as regras, voltaríamos ao tempo das cavernas e decidiríamos tudo por meio da violência.

Se bem que o mundo de hoje é muito violento, não é? Aliás, bastante violento. E as regras, onde entram em meio a este cenário? No capítulo anterior começamos a apontar uma das formas de se desrespeitar uns aos outros. Hoje, daremos mais exemplos de que o comportamento dos humanos não condiz com o desejo de todos para a construção de um mundo melhor.

Para ilustrar utilizaremos o Banco, isso mesmo, aquele lugar onde você precisa ir para pagar suas contas e receber o salário. Enquanto se está na fila de um banco, é possível observar as mais variadas situações de desrespeito ao próximo. Em determinados casos, o sujeito retira uma senha, vai resolver outros problemas e perde a vez por não estar presente quando chamam seu número. Em seguida chega fazendo escândalo e exigindo receber atendimento.

Há casos em que uma mulher, acompanhada do marido, aguarda na fila preferencial segurando uma criança de colo até o momento de ser atendida. Assim que é chamada pelo atendente, entrega a criança para o marido que aguarda o atendimento sentado com a criança. Tudo bem que exista uma Lei que dê preferência para gestantes e mães com crianças de colo. Mas nada há nesta mesma Lei que afirme a preferência de um casal, com criança de colo em filas de banco em quaisquer outros locais.

Certa vez, foi possível presenciar um jovem na faixa dos vinte anos ligando para a avó e solicitando a presença dela no banco. Tudo isso para evitar a fila dos caixas comuns. Uns e outros já puderam afirmar em rede nacional que aposentado é vagabundo, certo? Deve ser por isso que o garoto ligou para a avó. Ela deveria estar vagabundando em casa.

O fato é que o centro do sistema solar não é o Sol. O centro que rege a humanidade e a vida no Planeta Terra é o umbigo. Isso mesmo, o umbigo. Cada ser citado nessas situações reais se preocupa única e exclusivamente com seu próprio umbigo. O sujeito da senha, não poderia ter esperado na fila como qualquer outro, pois seus problemas são mais importantes do que os dos outros. O casal da fila preferencial não observou que na mesma fila haviam idosos necessitando de atendimento e por isso alteraram o texto da Lei em benefício próprio: “todo casal que estiver portando criança de colo, terá preferência em qualquer fila, ainda que um dos dois possa ficar sentado segurando a criança”.

E por último o netinho querido da vovó. O sujeito é capaz de tirar a avó de casa, ou de qualquer outra atividade, só para resolver um problema dele no banco. Certamente ele deve estar ruim de saúde, pois não pode enfrentar a fila como todo cidadão comum. E a avó tem sangue juvenil. Adora sair de casa a qualquer hora só para enfrentar uma fila para o netinho. Até a função da avó mudou nos últimos anos, pode?

E as regras? E os outros enfrentadores de fila? Ninguém mais tem problema algum para resolver. Ninguém mais precisa enfrentar fila em bancos. mas sempre que precisar, sugiro utilizar o recurso da vovó para não enfrentar fila. Ou mesmo, arrumar uma criança de colo qualquer pra se enquadrar na Lei.

E assim, mais exemplos de crise são apresentados e você. Chatice? Caretice? Pense como quiser. Se você não considera tais comportamentos inadequados, pare de ler o BLOG. Viva sua vida e vá ser feliz. Mas se você concorda que estas situações precisam de mudança, contamos com você! Opine, questione, contribua!

2 Respostas para “Sinais da crise – capítulo 3”

  1. Júlio Resende Diz:

    Grande Fábio Sapo,

    Eu tenho até uma sugestão para quem quiser empreender e contribuir para o crescimento do PIB: A idéia é abrir uma empresa para alugar bebês na entrada dos bancos. Ela teria dois tipos de clientes diferentes: as pessoas que não querem enfretar filas como todos os outros; e as mães que precisam trabalhar o dia inteiro e não tem com quem deixar a criança. Kkkkkk

    Podemos lançar uma campanha com o slogan: Gentileza para todos. eheheheh

    abraço

    júlio

  2. Bruno Scarpelli Diz:

    Muito bom Julio!!! É isso aí Fabião, também me indigno com esse tipo de situação, e acrescentaria uma experiência pessoal: Teve uma vez que eu estava no BB ali em frente o CEFET na Av. Amazonas, e chegou um cara de uns 20 e poucos anos, forte, carregando um menino de uns 5 anos. Brincadeira??? E o caixa atendeu… e viva a lei de Gerson!

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