Sinais da crise – capítulo 2

Para dar continuidade aos pontos fracos da humanidade, falaremos neste capítulo sobre as regras de convívio social. Ou melhor, sobre o desrespeito às regras de convívio em sociedade. Para exemplificar de forma realista, falaremos das festinhas de aniversários, churrascos ou qualquer outro tipo de confraternização noturna.

Estes eventos deveriam ser momentos de descontração. Para os convidados, de fato, são. Mas para o vizinho da festa é uma tortura. O evento sempre tem hora para começar, mas nunca para terminar. A bebida faz com que os convidados percam os limites. O som com volume auto faz com que as pessoas gritem para tentar se comunicar. Ao cair a noite os ânimos vão se exaltando. Após a meia noite desliga-se ou abaixa-se o volume do som, mas os convidados continuam falando alto e às vezes gritando.

E o vizinho? E a tal Lei do Silêncio? E o respeito ao próximo? Infelizmente os três (vizinho, lei e respeito) serão motivos de gozação e até mesmo de confusão, caso alguma reclamação surja. E o pior é que sempre ficamos esperando o dono da festa tomar uma atitude, fato que nunca ocorre. Enquanto uma festa ocorre ninguém dorme, ninguém assite TV, ninguém estuda, ninguém lê. Estão todos se concentrando para prestar atenção no que se passa na festa. É como se o mundo parasse para que o vizinho pudesse ficar à vontade com seus convidados.

E a rua no entorno da festa? Repleta de carros parados nas esquinas, em portas de garagem, em cima das calçadas, etc. Na hora da festa ninguém precisa entrar ou sair de casa, transitar pela rua ou pelas calçadas. As vias públicas ficam reservadas para os convidados da festa. O bairro e a cidade giram em função dessa festa.

O desrespeito é geral. Não se respeita o espaço e o direito do outro, porque o direito do outro é sempre menor do que o meu. Os incomodados devem sempre se retirar. Chame a polícia que eu desligo o som. São regras de etiqueta tremendamente difundidas e praticadas na sociedade.

Não é intenção aqui fazer apologia à não realização de festas, pelo contrário. Os acontecimentos sociais são tremendamente importantes para remediar o estado caótico da população. Mas não se pode confundir comemoração e confraternização, com baderna. O convívio social virou baderna. Todo e qualquer acontecimento, além de reunir um bando de mal educados, traz à tona a exibição dos mais variados comportamentos anti-sociais. Na festa, com os amigos, o anfitrião é tido como”o mais gente fina”. Em relação aos vizinhos……

Sendo assim, podemos considerar a intolerância e o desrespeito às leis de convívio social, como mais um sinal da crise da humanidade. No próximo capítulo, retomaremos mais uma vez esse assunto com outra situação real para ilustrar. E você, concorda ou não com o que foi colocado? Manifeste-se.

 

 

– Abaixo segue capítulo 1 da crise –

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